E
volta ela suavemente atravessando as frestas de janelas e portas da
minha cabeça. Chega sorrateiramente como um gato só percebido no
último momento antes do bote.
Eu ainda não encontrei o gatilho, o
motivo. Mas quando ela vem eu só sinto sua presença quando ela me
cobre com toda sua suavidade nostálgica.
Minhas mãos começam a
tremer e ficar inquietas onde uma ansiedade sem sentido entra numa
batalha infinita com a preguiça, o cansaço.
Sou atropelado por
todos aqueles sentimentos que vão te consumindo.
Arrependimento, o
que fiz ou deixei de fazer, pensar nas escolhas em tudo.
Quando eu
vejo, estou revendo atos que horas antes eu tinha plena certeza que
eram a coisa certa.
É como acordar num dia de sol no verão e ver
subitamente fechar o tempo e começar um temporal.Pelo
menos hoje eu tenho consciência de quando acontece.
Por
muito tempo eu
sentia e não sabia como lidar. Seguimos
aprendendo.
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